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1. APRESENTAÇÃO
Diante das idéias vigentes no campo educacional e a necessidade
de se ter um instrumento norteador que evidencie teorias e práticas
desenvolvidas na, e pela escola é que a Escola Espírita
André Luiz apresenta seu Projeto Político Pedagógico,
organizado sob quatro dimensões (pedagógica, administrativa,
financeira e jurídica), tendo como ponto de partida um diagnóstico
através do levantamento de informações.
Em seguida são estabelecidas as bases nas quais o projeto foi
construído, ou seja, os princípios e valores, aqui defendidos.
Num terceiro momento é apresentado um levantamento das concepções
do coletivo da escola, onde consta uma reflexão sobre a identidade
que a escola quer construir sobre o trabalho pedagógico como
um todo. Enfim, é neste momento que a Escola Espírita
André Luiz revela a linha (fundamentação teórica)
que delineará suas ações.
Dando continuidade, são definidas as prioridades e as ações
a serem desenvolvidas no decorrer deste ano letivo, isto é,
o Plano de Ações elaborado e baseado numa estrutura
de sub-projetos, levando em conta as dificuldades identificadas pela
equipe escolar.
Adiante é apresentada a proposta de acompanhamento e avaliação
para assim, verificar se os objetivos estão realmente sendo
alcançados.
Diante do exposto espera-se que este Projeto Político Pedagógico
deixe claro o caminho pelo qual a escola trilhará seus passos
e sua proposta educativa enquanto instituição comprometida
com a formação integral do individuo.
“A todas e a todos que,
fazendo a escola (...), da limpeza do
chão à reflexão teórica, deixaram
claro que mudar é difícil, mas épossível
e urgente”.
(Paulo Freire, primavera de 1991.)
2. INTRODUÇÃO
“Não basta
que exista educação para que um povo tenha seu
destino garantido. É preciso determinar o teor educacional
para que se saiba em que direção está caminhando
ou deixando de caminhar uma nação”.
(Arduini, 1975, p.117)
Este Projeto Político Pedagógico, não
tem a pretensão de ser mero documento, e tampouco uma forma de
roteiro prático para a escola. Pretende sim, constituir um instrumento
norteador que identificará, subsidiará e valorizará
a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem desta escola.
Na atual conjuntura educacional brasileira, e diante de novas perspectivas
e mudanças em nosso sistema estadual de educação,
a Escola Espírita André Luiz, num processo de construção
coletiva, toma como ponto de partida a afirmativa de Menegola &
Sant’Anna:
“A reflexão sobre os princípios
educacionais que são capazes de orientar o homem sendo
este entendido como ser que constitui e dá sentido ao
universo. (...) sobre que tipo de educação é
necessária para a integração e desenvolvimento
do homem e da sociedade. Uma sociedade que seajuste às
necessidades dos seres humanos, respeitando e defendendo os
direitos dos homens. (...) que se preocupe em devolver aos indivíduos
a revitalização pessoal, os direitos, as responsabilidades
e o comprometimento para consigo e com os outros. (...) que
tente desenvolver nas pessoas o sentido da vida (...) que devolva
a liberdade e o espírito crítico, a consciência
de viver, os valores e as necessidades humanas, os problemas
e o desejo de vencer, enfim, o homem como um ser que vive a
sua vida”.
(Menegolla & Sant’Anna, 1999, p.28)
Estabelece ainda que, a construção
do Projeto Político Pedagógico, não se dará
apenas em detrimento do cumprimento das diretrizes legais, mas principalmente,
no cumprimento de sua função sócio-política
e pedagógica, no momento em que se propõe:
- Apontar a direção e o caminho a percorrer para
realizar, da melhor maneira possível, a função
educativa da escola.
- Sistematizar o trabalho que desenvolve, possibilitando reflexões
permanentes sobre o trabalho que produz.
- “Constituir a identidade da escola, além de ser
o elemento que indica o seu rumo e sua direção. Sendo
o instrumento teórico-metodológico que explicita sua
intencionalidade”. (Progestão, Mod. III, Cad. de Estudo,
p.34).
- Possibilitar, através de sua construção
coletiva, a participação e o comprometimento da comunidade
escolar com a qualidade na educação, além de
possibilitar o exercício da democracia no ambiente escolar,
preparando para a vida social.
- Garantir a autonomia escolar, na medida em que, a escola se torna
mais autônoma quando se mostra capaz “(...) de responder
por suas ações, de prestar conta de seus atos, de
realizar seus compromissos e de estar comprometida com eles, de
modo a enfrentar reveses e dificuldades”. (Heloisa Luck, 2000,
p.11).
- “Propiciar a vivência democrática necessária
para a participação de todos os membros da comunidade
escolar e o exercício da cidadania”. (Veiga, 1991,
p.13).
- Ilustrar claramente através de uma linguagem simples:
quem é (real), o que propõe alcançar (ideal)
e como fará para atingir os objetivos propostos (ações,
projetos, processos).
3. DIAGNÓSTICO
3.1 IDENTIFICAÇÃO
Atualmente a Escola Espírita André Luiz, localizada à
Av. B, quadra 11 do Setor Morada do Sol II, na cidade de Araguaína-TO
é a resultante de uma parceria entre o Governo do Estado do Tocantins,
através da Secretaria de Educação e Cultura e as
Entidades Mantenedoras – Centro Espírita Camille Flammarion
– CACAF / Assistência Social de Araguaína –
ASA, sendo esta última uma ONG sem fins lucrativos, localizada
à Rua Adeuvaldo de Moraes, n.º 350, no Centro de Araguaína-TO,
fundada em 10.12.1965 e registrada no Conselho Nacional de Assistência
Social, sob o nº 9.972 de 18.12.1965, CNPJ: 02.116.036/0001-60
tendo por finalidade o desenvolvimento de ações sócio-educativas,
assistenciais e ainda, subsidiar a escola e o CECAF na celebração
de convênios e parcerias.
Dessa forma, foi celebrado um convênio entre ambos, onde o Estado
se responsabiliza pela manutenção financeira e recursos
humanos e, em contrapartida as Entidades Mantenedoras disponibilizam
as instalações físicas e respondem pela Gestão
da escola, garantida mediante a nomeação do diretor e
presidente da Associação de Apoio à escola.
A Associação de Apoio à Escola Espírita
André Luiz (CNPJ: 01.066.416/0001-75) é uma entidade de
direito privado, sem fins lucrativos, que tem por finalidade orientar,
democratizar e dirigir os trabalhos, ações e esforços
da comunidade escolar para garantir a melhoria na oferta e qualidade
de ensino. Ela deve contar, entre seus membros com representatividade
dos segmentos da comunidade escolar, bem como das Entidades Mantenedoras.
Estas mantenedoras adotam a Pedagogia Espírita para direcionar
suas ações e projetos, sendo a Escola Espírita
André Luiz um destes projetos. Tem como meta primordial a educação
plena do ser humano, por entender ser este o melhor caminho que leva
à evolução do ser, à sua transformação
intelecto-moral ou desenvolvimento das asas da sabedoria e do amor,
que lhe permitirão alçar vôo à verdadeira
felicidade. O projeto Com_Viver definirá as bases, princípios
e valores que nortearão a ação escolar.
Para agilizar a compreensão deste documento, doravante:
• Em lugar de Projeto Político Pedagógico, usar-se-á
a sigla PPP;
• Em lugar de Secretaria de Educação e Cultura,
usar-se-á a sigla SEDUC;
• Em lugar de Escola Espírita André Luiz, usar-se-á
a sigla EEAL;
• Em lugar de Assistência Social de Araguaína,
usar-se-á a sigla ASA;
• Em lugar de Centro Espírita Camille Flammarion, usar-se-á
a sigla CECAF.
3.2. TRAJETÓRIA HISTÓRICA DA
INSTITUIÇÃO
Em 1976, por iniciativa de Dirce Ignácio Ferreira (Dirce Boa
Sorte), presidente da ASA na ocasião, através do convênio
com a Prefeitura Municipal, fundou a Escola Espírita André
Luiz em um terreno doado pela ASA, com a colaboração de
Adaci Aires Ferreira, Maurício Passos Ferreira, Márcia
Maria Piva de Aguiar e Vânia Maria Baena Petrus.
“André Luiz” foi uma denominação utilizada
por Francisco Cândido Xavier, escritor espírita, para atribuir
a autoria de obras tidas como complementares e de grande importância
para a Doutrina Espírita. Este grande escritor, mais conhecido
como “Chico Xavier” tem mais de 400 obras publicadas, sendo
que, dentre estas, várias são atribuídas a “André
Luiz” (pseudônimo utilizado por um médico desencarnado
que ditou algumas obras ao Chico).
Portanto, inicialmente atendendo pelo nome de Escola Municipal André
Luiz, a escola desenvolveu suas atividades educacionais a partir de
1976, com capacidade para 150 alunos, por três anos, como Escola
de 1ª fase do Ensino Fundamental e ASA. Com o fechamento da escola
ficou funcionando somente a ASA até 1992. Em 1993 funcionou como
extensão do Colégio Estadual Guilherme Dourado. Em 1994
a escola deixa de ser uma extensão para se tornar a Escola Espírita
André Luiz. E, em 1995, a SEDUC autoriza a implantação
do curso de 1° grau de forma gradativa: 1994: pré-escolar
e de 1ª a 4ª série; 1995: de 5ª a 8ª série,
sob a direção de Paulo César Bonifácio,
que atuou como diretor e o auxílio voluntário de Valdivina
Aparecida Dias Toledo, de 1994 a 2000. A partir de novembro de 2000,
Maurício de Carvalho Ayres Ferreira assume a direção
escolar, sob o constante auxílio voluntário de Idália
Medrado Araújo, atuando em conjunto com as Entidades Mantenedoras
e SEDUC através de sua Associação de Apoio (colegiado
escolar), visando principalmente educação integral em
jornada integral. Mas somente em janeiro de 2006 a escola inicia com
essa nova modalidade. Transfere-se então a Escola Espírita
André Luiz para as instalações do Posto de Assistência
e Promoção Social Espírita Raio de Luz, contando
com quase toda a equipe de trabalho renovada, atendendo à comunidade
escolar igualmente nova.
Mas enquanto a escola passava por esta grande transição,
outro projeto estava sendo iniciado com a meritória visão
de duas ou três pessoas, colaboradoras do CECAF, as quais julgaram
imperioso levar a cultura social e instrutiva à periferia de
nossa cidade. Sem sede para se abrigar, este grupo utilizava apenas
as sombras das árvores como referência para realizar reuniões
comunitárias e distribuição de gêneros diversos
adquiridos à própria custa
.
O resultado logo se fez sentir: conseguiu-se, sem dificuldades, que
o Poder Público Municipal autorizasse o uso das dependências
da Escola Municipal Dr. César Belmino, no Setor Tereza Hilário
Ribeiro, onde atendia aos domingos, famílias daquela comunidade
com palestras, distribuição de cestas básicas,
roupas, sopa, etc.
Em outubro de 1996 surgiu o Posto de Assistência e Promoção
Social Espírita Raio de Luz, que estabeleceu como prioridade
a educação moral da comunidade, concitando o homem à
tomada de uma nova postura social, preparando a criança, o jovem,
o adulto e o idoso ao desenvolvimento pleno de suas habilidades sempre
pautada numa visão holística.
Três anos após, em janeiro de 1999, jovens e adultos idealistas,
agora em número bem maior, adquiriram uma área no Setor
Morada do Sol II, próximo ao Colégio Dr. César
Belmino, construíram cabanas provisórias cobertas de telhas
de amianto, sobre esteios de madeira sem paredes e para lá transferiram
suas atividades, atendendo, mesmo precariamente, cerca de 300 famílias
com palestras, distribuição de cestas básicas,
verduras, roupas, sopa e outras necessidades materiais e morais.
Em novembro de 2000, foi construída nesta nova área, a
Ala Zero, que abrigava a cozinha comunitária, a zeladoria, o
espaço de distribuição de verduras e a área
de serviços, tudo em alvenaria, coberta de telhas Plan e piso
rústico de cimento.
Em maio de 2003, foi construída a Ala Um, composta de um salão
de reuniões, escritório, banheiros e duas salas.
O Posto de Assistência Raio de Luz, tendo agora, espaço
físico próprio, aumentou o número de atendidos
conseguindo, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial – SENAI, alguns cursos profissionalizantes tais como
pedreiro, aplicador de revestimentos, panificação e salgados,
contribuindo para a concretização das metas propostas,
sendo que os próprios cursistas muitas vezes auxiliaram voluntariamente
na construção do projeto.
Em 2004 foi construída parte da Ala Três, com duas salas
de aula, totalizando 475 m2 de área construída em alvenaria,
cobertos de telha Plan e piso cimentado.
Os recursos utilizados originaram-se de doações diversas
e promoções sociais sob os auspícios do CECAF e
da ASA.
Ressalta-se que em 2004 foi reforçada a credibilidade desta entidade
que conseguiu minimizar parte do desvio comportamental da população
infanto-juvenil deste bairro, aplicando em seus métodos o pacifismo,
a alteridade, o holismo, a higiene, a consciência ambiental, a
importância da família, o amor a Deus e ao próximo,
tudo plenamente sintonizado à filosofia mundialmente conhecida
do insigne pedagogo e intelectual francês, Hippolyte-Léon
Denizard Rivail.
Estava definitivamente consolidado o Posto de Assistência e Promoção
Social Espírita Raio de Luz.
Hoje EEAL e Posto Raio de Luz unem suas forças atuando no mesmo
espaço físico, ela educando as crianças durante
os dias da semana, ele envolvendo as famílias nos finais de semana,
tendo seus programas educacionais baseados no amor, exemplificado por
Jesus e pela Pedagogia Espírita.
3.3. INDICADORES PEDAGÓGICOS
3.4. INFRA-ESTRUTURA
A Escola Espírita André Luiz possui uma área física
de 7.088m2, sendo 1.320m2 área construída tais como: salas
de aula, cozinha, refeitório, salão de reuniões,
biblioteca, laboratório de informática, ambulatório,
sanitários, escovódromos e depósitos.
Possui uma área física de 7.088m2, sendo 1.320m2 de área
construída tais como:
7 – salas de aula,
1 – cozinha,
1 – refeitório,
1 – salão de reuniões,
1 – biblioteca,
1 – laboratório de informática,
1 – ambulatório,
8 – sanitários,
5 - banheiros com 39 chuveiros,
2 – escovódromos,
1 – depósito de alimento,
2 – depósitos de material de limpeza,
1 – campo de vôlei de areia,
1 – campo de futebol de areia e
6 – salas administrativas.
3.5. RECURSOS MATERIAIS,
DIDÁTICOS E TECNOLÓGICOS
Através, tanto da autonomia escolar quanto da parceria com os
governos estadual e federal, a escola passou a ter maior liberdade e
possibilidade de escolha frente às aquisições e
gestão dos recursos públicos, possibilitando assim, implementar
suas ações com os materiais necessários para o
bom desempenho das ações de ensino-aprendizagem.
Contando ainda com o respaldo da Associação de Apoio para
a tomada de decisões pedagógicas, administrativas e financeiras,
a escola pôde adquirir materiais, como:
|
Quantidade
|
Descrição |
5 |
Alfabeto Móvel |
1 |
Antena Parabólica |
2 |
Aparelho de DVD |
2 |
Aparelho de Vídeo |
150 |
Áudios-visuais diversos |
1 |
Câmera fotográfica digital |
1 |
Compressor |
7 |
Computador |
3 |
Flip shart |
1 |
Furadeira |
3 |
Jogos pedagógicos (xadrez, dominó,
pega vareta e bolas) |
5 |
Kit de Material dourado |
1 |
Laboratório de matemática (jogos,
equipamentos de medição, etc.) |
|
Livros (acervo bibliográfico) |
1 |
Lixadeira |
9 |
Mesa de escritório |
1 |
Projetor multimídia (data-show) |
1 |
Projetor multimídia (data-show) |
8 |
Quadro branco |
2 |
Retroprojetor |
1 |
Serra elétrica |
3 |
TVs |
Nr suficiente |
Pincéis para quadro magnético branco |
Nr suficiente |
Tangran |
3.6. RECURSOS HUMANOS
A equipe escolar, apresentada no quadro a seguir, é inteiramente
cedida pelo governo estadual (SEDUC/SEGOV) e está dividida nas
áreas administrativa e pedagógica com o objetivo de auxiliar
e acompanhar o desenvolvimento do trabalho produtivo/educativo.
Entretanto, a UE vem conseguindo através de parceria com outras
secretarias do governo estadual, prestar assistência às
necessidades básicas dessa nova comunidade. Exemplo disso foram
as parcerias firmadas em 2006/2007 com profissionais da área
médica de psicologia, psiquiatria, pediatria, odontologia e geriatria
que atendem aos participantes diretos e indiretos da Escola Espírita
André Luiz.
Quantidade |
Função |
1 |
Diretor de Unidade Escolar |
1 |
Diretora Adjunta Administrativa |
1 |
Coordenador de Secretaria |
2 |
Suporte Pedagógico |
1 |
Auxiliar de Secretaria |
1 |
Auxiliar Financeiro e Apoio Escolar |
| 10 |
Professoras |
15 |
Auxiliar de Serviços Gerais (vigilantes, merendeiras e
ASGs.) |
2 |
Voluntários cedidos pela ASA |
| 8 |
Pais voluntários que atuam no horário intermediário
(banho, almoço, escovação e descanso) |
3.7. RECURSOS FINANCEIROS
Recursos financeiros recebido no ano:
|
Programa/Projeto |
Valor R$ |
Finalidade |
Escola Autônoma de Gestão compartilhada
|
R$ 58.984,00 / ano |
Para despesa de manutenção
(água, luz, telefone, material de expediente, lindeza,
etc.) |
Ensino-Aprendizagem |
R$
2.520,00 / ano |
Desenvolvimento de ações pedagógicas,
objetivando a elevação dos índices de aprendizagem
e permanência do aluno, com sucesso na escola. |
Dinheiro Direto na Escola |
R$
2.775,60 / ano |
Aquisição de materiais, serviços
(Custeio), e bens (Capital). |
Alimentação Escola de Tempo
Integral |
R$ 59.826,00 / ano |
Destinados à alimentação
escolar (um lanche e um almoço/dia). |
Programa Nacional de Alimentação
Escolar |
R$
9.592,00 / ano |
Destinados à merenda escolar (um lanche/dia). |
Total R$ 133.697,60 /
ano |
4. PRINCÍPIOS
“A educação é o desenvolvimento
harmônico de todas as potencialidades do ser.”
(Pestalozzi)
Aqui será delineado princípios
e valores supostamente comuns à sociedade, enquanto permeada
pela ética e pela moral Cristã, de forma generalizada
ou explicitamente verbalizada pela comunidade escolar e local.
Tal proceder não se dá na intenção de gerar
proselitismo religioso ou filosófico de qualquer natureza, mas
sim no intuito de buscar a homogeneidade no direcionamento das ações
e harmonia nas relações inter-pessoais, a fim de que a
convergência dos esforços individuais possa garantir o
sucesso do fazer coletivo, ou seja, a união faz a força.
“A educação em
valores espíritas que é conhecida como “Evangelização
Espírita” tem como objeto, o homem no seu sentido
integral, ou seja, como ser bio-psico-socio-cultural e espiritual
e como objetivo a integração deste, como espírito
encarnado, com Deus, consigo mesmo e com o próximo”.
(Elizabeth Espósito, 1990
• Visão
de futuro – Esta escola será reconhecida pelo
verdadeiro esforço, conduzindo o educando à compreensão
dos valores humanos, através de uma nova concepção
do universo, do homem e da vida.
• Nossa missão – Educar, nos
parâmetros de educação integral, apreendendo
e construindo conhecimentos, através do desenvolvimento dos
conteúdos, não apenas conceituais, mas procedimentais
e atitudinais.
• Nossos valores – Cooperação:
valorizar o trabalho em equipe buscando a competência ao invés
da competição, ser complemento natural uns dos outros;
– Amor ao próximo:
colocar-se no lugar do outro, respeitando direitos e diversidades;
– Ética: agir de forma digna e coerente
com os valores pessoais e com os que regem a vida em sociedade;
– Criatividade: apoiar a criatividade e a
inovação, agindo sem idéias preconcebidas e
preconceitos;
– Dever em primeiro lugar: primar pelo cumprimento
do dever. Cumprir um dever de qualquer jeito, todos o fazem. A nós,
porém, cumpre-nos fazermos algo mais.
• Nossos objetivos estratégicos
– Melhorar o processo ensino-aprendizagem, mais especificamente
quanto à leitura, escrita, interpretação e operações
básicas, bem como quanto às relações inter-pessoais,
convivência, ou conteúdos atitudinais partindo do interior
para o exterior, do individual para o coletivo, do eu para o todo; buscar
paralelamente a sensibilização da família integrando-a
ao processo de educação ou ao fazer escolar.
Como ponto de partida, a vida e o processo de educação
serão concebidos sob um tríplice aspecto:
• Deus: desenvolver a educação
do ser e sua relação com a divindade, tendo no evangelho
de Jesus Cristo a base religiosa de sustentação e na Pedagogia
Espírita as suas diretrizes de ação.
• Espírito: Educar partindo da concepção
da imortalidade da alma e da dimensão espiritual do ser.
• Matéria: Desenvolver o conhecimento
da matéria, de suas leis e de sua historicidade nos diversos
ramos do saber sistematizado, quais sejam: ciências exatas, humanas,
biológicas, psicológicas, antropológicas, filosóficas,
sociológicas, políticas, etc.
“O Que é Pedagogia Espírita?
Não é catecismo de espiritismo.
Não é imposição de idéias filosóficas
ou religiosas. É uma nova abordagem da Educação,
em que o ser humano é visto de forma integral, incluindo
sua dimensão espiritual, e como construtor de seu destino
– um ser autônomo, de potencialidades, a serem desenvolvidas.
Os princípios básicos da Pedagogia Espírita
são:
• A pedagogia da liberdade: todo ser humano tem o direito
e o dever de fazer a si mesmo; é uma vontade livre que
pode ser contagiada, convidada, jamais modelada;
• A pedagogia da Ação: o indivíduo
só aprende agindo, experimentando e é na ação
que desenvolve suas potencialidades;
• A pedagogia do amor: o que deflagra o processo de auto-educação
é o amor, o que toca a vontade do indivíduo para
ser melhor é a relação afetiva entre educador
e educando.”
(Associação Brasileira de Pedagogia Espírita
– ABPE)
5. LEVANTAMENTO DAS CONCEPÇÕES
DO COLETIVO
… “Se você leu até aqui, continue.
Por educação.
Porque educação é a única maneira
de todos nós continuarmos.
Educação é tudo na vida.
Quando você diz bom dia é Educação.
Quando você aprende a ler ou a voar é Educação.
Quando você planta uma árvore ou deixa de jogar poluentes
nos rios e mares, é Educação.
Quando você passa por um museu, um teatro, uma igreja ou
um lugar histórico e entende o que isto significa, é
Educação.
Educação é o maior patrimônio de um
ser humano.
Porque Educação não é só aprender
a ler e escrever.
Educação é você aprendendo o seu próprio
país e o mundo.
E, nesse processo, aprendendo sobre você mesmo.
Muito mais: Educação são todos aprendendo
sobre todos.
Educação é 165 milhões perguntando
quem somos e para onde vamos. E descobrindo a magia e o poder
das respostas.
E quando cada ser humano nasce, é como se uma biblioteca
inteira começasse a ser construída.
Um processo que não termina nunca mais.
E que se chama futuro."
(Dora Incontri)
Com intuito de atender as necessidades da comunidade
na qual a escola está inserida a equipe escolar se organizou
coletivamente para produzir um trabalho de qualidade e, através
da autonomia, buscou as competências para definir sua identidade
enquanto instituição social planejando assim, mudanças
na estrutura político-administrativa escolar.
Dessa forma, com base na ação coletiva e, principalmente
no diálogo serão expostas a seguir, a forma de pensar
e compreender as dimensões internas da escola.
6. DIMENSÃO PEDAGÓGICA
Em termos teóricos foram configurados quatro
pressupostos: unicidade da teoria e da prática; ação
consciente e organizada da escola; participação efetiva
da comunidade escolar e reflexão coletiva; articulação
da escola, da família e da comunidade.
Esta escola precisa mudar porque mudou o mundo e também porque
mudou seu público. De uma perspectiva profissional, a educação
deve promover a capacidade de aprendizado permanente e desenvolver instrumentos
para atividades intelectuais, práticas, coletivas e inovadoras,
como a capacidade de expressão, de comunicação
e de aquisição de informações, criatividade
espiritualização e equilíbrio emocional para a
confrontação de idéias, todos igualmente importantes
para o exercício de uma cidadania plena.
Segundo o professor Luiz Carlos de Menezes da Universidade de São
Paulo, a maior parte dos projetos pedagógicos hoje adotados não
promovem essas qualidades, pois se restringem a aspectos cognitivos,
de saber disciplinar deixando de considerar como objetivos escolares
a promoção de saberes práticos ou de valores humanos.
Diante disso, busca-se adotar a prática reflexiva na escola.
Dentro desta perspectiva a educadora portuguesa Isabel Alarcão,
em entrevista à Revista Pátio de 2002, afirma que o questionamento
deve ser a base do trabalho de todos os professores e que a escola precisa
pensar continuamente em si própria, na sua missão social
e na sua organização, o que na prática escolar
é vivenciado como:
• Refletir sobre a ação a realizar e sobre
a ação realizada;
• Duplo processo de exteriorização e interiorização;
• Reflexão através da auto-observação,
transformação e emancipação;
• Ação permanente: antes, durante e depois.
“A educação é o conjunto dos hábitos
adquiridos” por essa mesma definição, apontou também
para o processo da aprendizagem moral: formar hábitos.
“Contudo os hábitos – é lei psicológica
– só podem ser formados pela repetição necessária
e suficiente de atos da mesma natureza da evolução moral
e intelectual que se almeja despertar. Porque toda virtude é
o hábito de determinado bem desejado. (LOBO, 2003, p. 339)”
“Fora da educação não há salvação
(São Cipriano, 210-250 A.C.)”. Esta máxima deriva
de uma outra grande máxima consagrada pelo Apóstolo Paulo,
sendo um reflexo do mais puro Cristianismo – “Fora da caridade
não há salvação”. Há muitas
formas superiores de caridade, como a caridade moral; e acima de todas,
a caridade por excelência, a educação.
A Escola Espírita André Luiz, disposta a concretizar essa
perspectiva de educação, procura utilizar como ferramenta
uma abordagem teórica interacionista, que considera a aprendizagem
uma atividade de construção pessoal numa elaboração
que parte do próprio sujeito com a realidade sócio-cultural,
o que pressupõe a participação ativa do sujeito
na reelaboração e construção do conhecimento,
ou seja, a aprendizagem não se realiza a partir da mera transmissão
ou repetição mecânica do professor, pois o aluno
não absorve passivamente a informação que lhe é
apresentada. A aprendizagem ocorre quando o aluno constrói ativamente
o conhecimento e interage com o meio e a realidade.
No entanto, a atuação do professor é fundamental,
como mediador e facilitador do processo de atividade construtiva do
aluno que, por meio da intervenção pedagógica,
permite-lhe modificar, aperfeiçoar e construir novos instrumentos
de ação e interpretação. É, portanto,
o trabalho do professor que dinamiza o processo de ensino aprendizagem,
proporcionando a realização de atividades com o maior
grau de significados possíveis, já que o conhecimento
novo se constrói a partir do conhecimento prévio do aluno.
É necessário pensar em um ponto vital para a escola, a
organização curricular, uma vez que o currículo
envolve todo o nosso fazer. Mas, este permanece por enquanto, basicamente
nos moldes das escolas da região, ou seja, o currículo
padrão proposto pela SEDUC. Dando uma ênfase maior aos
quatro pilares da educação definidos pela UNESCO.
Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais, a responsabilidade
da escola com a formação plena do educando se concretiza
com a ampliação da noção de conteúdos
para além de fatos e conceitos, passando a incluir procedimentos,
valores, normas e atitudes, o que significa o desenvolvimento das três
naturezas de conteúdos, quais sejam: Conteúdos de natureza
conceitual, procedimental e atitudinal.
Ainda de acordo com os PCNs, os conteúdos conceituais
envolvem a abordagem de conceitos, fatos e princípios e referem-se
à construção ativa das capacidades intelectuais
para operar com símbolos, signos, idéias e imagens que
permitem representar a realidade.
Os conteúdos conceituais são aqueles constituídos
por um conjunto de definições relacionadas aos saberes
socialmente construídos. Os fatos estão
relacionados a situações e acontecimentos, nomes, imagens
e representações; já os princípios
envolvem um grau maior de compreensão e abstração
dos conceitos, como por exemplo: Compreender o princípio da igualdade
na matemática, o princípio da conservação
nas ciências, etc.
A aprendizagem de conceitos, muitas vezes, pressupõe o trabalho
com fatos que envolvem inicialmente a memorização. Este
é um aspecto inerente à aprendizagem, desde que não
seja vista como mecânica e sem significado para o aluno. Estes
conteúdos desenvolvem o aprender a aprender/conhecer.
Conteúdos procedimentais – para Antoni
Zabala(1998) o entendimento de conteúdo procedimental “
inclui entre outras coisas as regras, as técnicas, os métodos,
as destrezas ou habilidades, as estratégias, os procedimentos
um conjunto de ações ordenadas e com um fim, que dizer,
dirigidas para a realização de um objetivo. São
conteúdos procedimentais ler, desenhar, observar, calcular, classificar,
traduzir, recortar, saltar, inferir.”
Sendo assim, os conteúdos procedimentais desenvolvem
o saber fazer. São portanto, um conjunto de
ações ordenadas e com um fim, que envolve tomar decisões
e realizar uma série de ações de forma ordenada
para atingir uma meta. Estão presentes em todas as atividades
de ensino, necessitando sempre da intervenção do professor
para que sejam vistos a partir de propósitos fundamentais da
educação, para que o aluno construa instrumentos de análise
e crítica dos resultados e dos processos utilizados para atingir
as metas estabelecidas, exigindo uma reflexão sobre a ação
no sentido de entender a sua utilização e aperfeiçoá-la.
Numa atividade de pesquisa bibliográfica, por exemplo, é
fundamental que o professor oriente sobre o procedimento adequado para
que os objetivos das atividades sejam alcançados. Pesquisar em
mais de uma fonte, registrar o que for mais importante, organizar dados
e informações para a produção de texto,
são ações necessárias para esse tipo de
atividade.
Os Conteúdos atitudinais agregam valores, atitudes
e normas que se constituem no aprender a ser e aprender a conviver.
Estes conteúdos permeiam todas as áreas de conhecimento
e possibilitam ao educando aprendizagens necessárias para a convivência
social.
Valores – são os princípios éticos
que permitem às pessoas emitir um juízo sobre as condutas
e seu sentido. São valores: a solidariedade, o respeito, a responsabilidade,
a humildade, a tolerância, a persistência, a liberdade,
a paciência, o amor, a ética, a brandura, a gentileza,
a meiguice, etc.
Atitudes – se refere a comportamentos ou maneiras
relativamente estáveis das pessoas se comportarem, adotando condutas
conforme os valores pré estabelecidos. São exemplos de
atitudes: Cooperar com o grupo, respeitar o meio ambiente, participar
das atividades da escola, conservar o patrimônio público,
etc.
Normas – diz respeito aos padrões ou regras
de comportamentos que devem ser seguidas por todos os membros de um
grupo social, em determinadas situações.
Apesar dos conteúdos serem classificados por natureza, especificidades
e categorias, não significa que eles sejam trabalhados separados,
pois todos eles estão estreitamente relacionados e integrados,
e, por mais específicos que sejam, sua aprendizagem sempre está
associada a conteúdos de outra natureza, podendo aparecer ao
mesmo tempo em todas as dimensões, em função dos
objetivos que se pretendem alcançar, ou seja, um conteúdo
pode ser explorado numa perspectiva conceitual, procedimental e atitudinal.
“Aprender a conhecer combinando uma cultura geral,
suficientemente vasta com a possibilidade de trabalhar em profundidade
as diversas matérias ou conteúdos. O que também
implica aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades oferecidas
pela educação ao longo de toda a vida.
Aprender a fazer a fim de adquirir, não somente
uma qualificação profissional, mas de uma maneira mais
ampla, competências que tornem a pessoa apta a resolver problemas,
enfrentar numerosas situações e a trabalhar em equipe.
Mas também aprender a fazer, no âmbito das diversas experiências
sociais ou de trabalho que se oferecem, quer espontaneamente, fruto
do contexto local ou nacional, quer formalmente, graças ao desenvolvimento
do ensino alternado com o trabalho.
Aprender a viver juntos (conviver) desenvolvendo a
compreensão do outro e a percepção das interdependências
– realizar projetos comuns e preparar-se para gerir conflitos
– no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão
mútua, da paz, da fraternidade, da solidariedade e do amor.
Aprender a ser para melhor desenvolver a sua personalidade
e estar à altura de agir com cada vez maior capacidade de autonomia,
de discernimento e de responsabilidade pessoal. Para isso, não
negligenciar na educação nenhuma das potencialidades de
cada indivíduo: memória, raciocínio, sentido estético,
capacidades físicas, aptidão para comunicar-se, etc.”
(Educação, um tesouro a descobrir)
Em síntese os conteúdos serão estudados na sua
integralidade com base nos seguintes aspectos:
1. CONTEÚDOS CONCEITUAIS = APRENDER A CONHECER
2. CONTEÚDOS PROCEDIMENTAIS = APRENDER A FAZER
3. CONTEÚDOS ATITUDINAIS = APRENDER A CONVIVER / APRENDER
A SER
Em conformidade com as diretrizes do sistema educacional que serão
priorizadas por necessidades contemporâneas, os pilares aprender
a conviver e aprender a ser equivaleria dizer: primado da educação
(moralidade, sociabilidade, fraternidade) sobre a instrução
(informação, intelectualidade, erudição);
isto é, primazia da conduta sobre o conhecimento, visto sobre
o prisma dos conteúdos, procuraremos o equilíbrio entre
os conceituais, procedimentais e atitudinais. Isto porque, no momento
histórico ou contextual a equipe escolar aponta para uma atrofia
no processo ensino-aprendizagem dos conteúdos atitudinais, não
somente de alunos, mas, principalmente de pais (família) como
causa fundamental do insucesso da escola e da educação.
O que equivale dizer que as dificuldades atitudinais dificultam consequentemente
a aprendizagem conceitual e vice-versa.
“A Escola Espírita tanto deve educar quanto instruir.
A escola comum, em regra, não educa (e instrui muito mal)
por carência de posicionamento filosófico, de verdadeiros
educadores, de recursos humanos (orientadores educacionais), de
carga horária compatível, de firme e enérgica
determinação sem desfalecimento, na constância
de um esforço sempre renovado de promover as mudanças
de comportamento dos educandos e a interiorização
dos valores permanentes”.
(LOBO, 2003, p. 85)
A escola considera como especificamente curricular
não apenas as disciplinas formais, as atividades e experiências
extraclasse, como também todas as ações praticadas
ou sofridas, desenvolvidas na escola, ou pela escola, que atinjam direta
ou indiretamente os educandos, isto porque, TUDO EDUCA.
Como composição desta faixa curricular são citados,
à título de exemplo, um currículo Genérico-Espiritual
e Ideal:
• Todos os conhecimentos intelectuais e científicos corretos
conquistados pelos grandes modelos para a humanidade;
• Todas as vivências efetivas reais de valores: vitais,
lógicos, estéticos, éticos, religiosos, positivos,
dialéticos;
• Todos os bons sentimentos cultuados e desenvolvidos;
• Todas as perfeições (virtudes) afloradas do fundo
da alma, onde se achavam em estado potencial.
É importante dentro desta proposta pedagógica sublinhar
dois eixos na educação: interdisciplinaridade e contextualização:
• “A interdisciplinaridade deve ir além
da mera justaposição de disciplinas e, ao mesmo tempo,
evitar a diluição delas em generalidades. De fato, será
principalmente na possibilidade de relacionar as disciplinas em atividades
ou projetos de estudo, pesquisa e ação, que a interdisciplinaridade
poderá ser uma prática pedagógica e didática
adequada aos objetivos do ensino. Essa integração entre
as disciplinas para buscar compreender, prever e transformar a realidade
aproxima-se daquilo que Piaget chama de estruturas subjacentes. O autor
destaca um aspecto importante nesse caso: a compreensão dessas
estruturas subjacentes não dispensa o conhecimento especializado,
ao contrário, somente o domínio de uma dada área
permite superar o conhecimento meramente descritivo para captar suas
conexões com outras áreas do saber na busca de explicações.”
(Parâmetros Curriculares Nacionais – Ensino Médio).
• “Contextualizar o conteúdo que se quer seja aprendido
significa, em primeiro lugar, assumir que todo conhecimento envolve
uma relação entre sujeito e objeto. É possível
generalizar a contextualização como recurso
para tornar a aprendizagem significativa ao associá-la
com experiências da vida cotidiana ou com os conhecimentos adquiridos
espontaneamente. É preciso, no entanto, cuidar para que essa
generalização não induza à banalização,
com risco de perder o essencial da aprendizagem escolar que é
seu caráter sistemático, consciente e deliberado. Em outras
palavras: contextualizar os conteúdos escolares não é
liberá-los do plano abstrato da transposição didática
para aprisioná-los no espontaneísmo e na cotidianeidade.
Na prática, o conhecimento espontâneo auxilia a dar significado
ao conhecimento escolar.” (Parâmetros Curriculares Nacionais
– Ensino Médio).
Relacionando abordagem de conteúdos com os pilares da educação:
aprender a conhecer com conceituais; aprender a fazer com procedimentais
e; aprender a ser e a viver com atitudinais.
A educação especial gradativamente vai
ganhando espaço. O ensino para alunos portadores de necessidades
especiais partirá através do desenvolvimento de ações
e esforços para atender os mesmos, o qual deverá ser aprimorado
nos próximos anos. No entanto, a equipe escolar promove e pretende
continuar promovendo reuniões semanais, parcerias e debates com
o propósito de capacitação para desenvolver um
“ensino especial”, bem como, consta com educadores participando
de formação continuada nesta área.
Assim é confirmado, mais uma vez, o compromisso em promover educação
não apenas para todos, mas de forma igualitária e qualificada.
O planejamento didático-pedagógico baseado
na idéia sócio-interacionista é ainda realizado
de acordo com a matriz e o referencial curricular difundidos pela SEDUC
que prima por um ensino centrado no desenvolvimento de competências
e habilidades, contextualizado e formador do cidadão. Um planejamento
em sincronia com a realidade local e com as necessidades dos educandos.
Fica estabelecido, no entanto, uma rotina de planejamento e acompanhamento,
onde o professor tem liberdade para estruturar seu plano de ensino (mas
exige preparo e trabalho) e, que realmente saiba, antecipadamente e
sistematicamente, como irá iniciar sua aula, que recursos deverá
ter disponíveis, os objetivos que pretende atingir. Dosando preparo
e a programação das aulas com a improvisação.
Por outro lado, toda a preparação deverá estar
subordinada aos interesses e aos questionamentos dos educandos, o que
poderá fazer com que o planejamento inicial seja revisto ou mesmo
deixado de lado momentaneamente em detrimento de um novo direcionamento
proveniente das necessidades do aluno.
O trabalho com projetos assume um papel muito importante nessa perspectiva
didático-pedagógica, onde podemos criar na escola um espaço
para estudar, discutir, refletir e agir.
Em síntese, nas primeiras semanas de cada ano, há o planejamento
coletivo mais abrangente, realizado através de projetos e ações
coletivas e o planejamento de curso, onde cada professor desenvolve
seu plano de trabalho anual, no qual, deve constar os principais conteúdos,
cronograma de estudo, metodologias e outras especificidades a serem
definidas para o desenvolvimento com os respectivos grupos ou séries
de alunos. No decorrer do ano letivo, é ainda realizado semanalmente
um planejamento mais detalhado das ações coletivas, bem
como, o detalhamento das atividades desenvolvidas individualmente, por
professor.
O tratamento dado aos temas transversais como forma
de incluir no currículo escolar questões sociais fazem-nos
repensar sobre os conteúdos, a metodologia e a função
social do conhecimento. A transversalidade é a forma de levar
temas relacionados à Ética, Pluralidade Cultural, Saúde,
Orientação Sexual, Meio Ambiente, Trabalho e Consumo,
para dentro da sala de aula
“Os parâmetros Curriculares Nacionais incorporam esta
tendência e a incluem no currículo de forma a compor
um conjunto articulado e aberto de novos temas, buscando um tratamento
didático que contemple sua complexidade e sua dinâmica,
dando-lhes a mesma importância das áreas convencionais.
O currículo ganha em flexibilidade e abertura, uma vez
que os temas podem ser priorizados e contextualizados de acordo
com as diferentes realidades locais e regionais e outros temas
podem ser incluídos”.
(BRASIL – 1997, v.8, p.29).
Tais afirmações levam os envolvidos no
processo educacional a repensar, ainda, sobre o planejamento, pois é
nessa perspectiva que a interdisciplinaridade como mediação
pedagógica entra em cena.
Quanto à avaliação da aprendizagem,
deverá coerentemente, abranger o indivíduo na sua constituição
e concepção integral ou holística,
observando tanto as conquistas cognitivas (instrução/raciocínio
lógico, conceitos) quanto as procedimentais
(saber fazer) e atitudinais (construção
de valores, aprender a viver/conviver). Na prática, a avaliação
da aprendizagem deve demonstrar o nível de conhecimento relativo,
identificado em cada individualidade observando todos os aspectos e
potencialidade humanas.
Sistematicamente organizado, o processo avaliativo
não deverá ser meramente classificatório,
mas deverá buscar, de forma contínua
e ricamente diversificada, esboçar claramente
o progresso ou conquistas do indivíduo
como parte da comunidade de aprendizagem na sua plenitude
como ser humano contextualizado ou socialmente, economicamente,
politicamente, etc. visualizado com prevalência dos aspectos qualitativos
sobre os quantitativos.
A fim de quantificar a qualidade do processo ensino-aprendizagem a equipe
escolar propõe uma sistemática em que as formas de verificação
do ensino e da aprendizagem ou avaliações poderão
variar ao infinito indo, desde a simples observação direta
até processos mais complexos de provas, trabalhos, produções,
etc. Já o registro destes níveis ou resultados, a fim
de atender à normatização estadual, deverá
ser quantificado numa escala que varia de zero a dez, sendo zero o pior
desempenho, sete o desempenho mínimo ou média classificatória
e dez o melhor desempenho possível.
De forma que todas as avaliações realizadas deverão
ser quantificadas de zero a dez e serão, bimestralmente, transformadas
em média aritmética para serem lançadas pelos professores
no diário de classe.
Como o diário eletrônico padrão, definido pela SEDUC,
disponibiliza três colunas bimestrais para registro de notas,
os resultados para o ano 2009 serão lançados nas duas
primeiras, distribuídos em nível conceitual+procedimental
na primeira, tendo peso ou valor 6 (seis) e nível atitudinal
na segunda coluna, tendo peso ou valor 4 (quatro). A soma das duas colunas
portanto, representará o nível global alcançado
no processo ensino-aprendizagem.
Finalmente, a avaliação da aprendizagem, prioritariamente,
deverá servir como instrumento de averiguação e/ou
correção da prática da docência mais do que
da atuação ou classificação do corpo discente.
O conselho de Classe é proposto de forma que cada aluno
seja analisado individualmente, observando todo o seu desenvolvimento
durante o bimestre e notificando suas dificuldades, as quais nortearão
o esforço da equipe escolar e poderão juntamente com o
auxílio dos pais, serem superadas (ver projeto – Avaliação
Integral).
Com a intenção prioritária de recuperar o conteúdo,
de desenvolver um trabalho buscando mais a qualidade do que a quantidade,
almejando o sucesso do aluno, é que realizamos a recuperação
paralela. Resumidamente, a recuperação ou reforço
ocorre quatro vezes por semana em uma hora por vez, totalizando quatro
horas semanais, quando o professor regente atua mais próximo
dos alunos que apresentam maiores dificuldades de aprendizagem de determinado
conteúdo. Nos períodos destinados ao reforço, ele
(regente) orienta este grupo (geralmente menor), enquanto outro professor
(auxiliar) desenvolve atividades com o restante do grupo em ambiente
diferente.
De acordo com a política propagada pela SEDUC a Formação
Continuada é um espaço conquistado pelos professores
de aprimorar seus conhecimentos, estudando, discutindo e principalmente
refletindo sobre a prática pedagógica, como afirma Paulo
Freire “na formação permanente dos professores,
o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre
a prática.
É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem
é que se pode melhorar a próxima prática”.
Então, progressivamente a equipe escolar vai buscando desenvolver
efetivamente seu próprio espaço de formação
continuada a fim de atender suas reais necessidades e particularidades.
Deve-se frisar que todos os aspectos abordados na dimensão pedagógica
têm sofrido reflexo positivo com a implantação do
projeto de funcionamento escolar em jornada de tempo integral sendo
que, neste sentido, disponibiliza semanalmente quatro horas para estudo/planejamento
coletivo e dez horas para estudo/planejamento individual.
A Pedagogia Espírita tem sido objeto de estudo
contínuo pela equipe escolar, haja vista que pretende ser a grande
norteadora de toda a ação pedagógica. Ela caminha
lado a lado com as atuais diretrizes educacionais e vem reforçar
o foco sobre a família, sobre o aluno, sobre o processo ensino-aprendizagem,
sobre a formação integral do educando e do educador. Acima
de tudo sua base está fundamentada no pedagogo da humanidade
por excelência, o Cristo, com sua forma de educar contextualizada,
utilizando as parábolas como hoje utilizamos a imagem textual,
utilizando o exemplo como ferramenta principal para arrastar o indivíduo.
Assim como deve agir o professor, assim como deve ser exercitada a pedagogia:
a Pedagogia do Amor.
7. DIMENSÃO ADMINISTRATIVA
A equipe gestora trabalha em forma de colegiado, onde as principais
decisões são tomadas em conjunto, de forma participativa/compartilhada,
porém sem perder de vista as diretrizes tratadas neste documento,
bem como, procurando atender os princípios superiores do Sistema
Educacional e das Entidades parceiras/mantenedoras representadas pelo
CECAF e ASA.
As relações interpessoais que permeiam toda a ação
administrativo-pedagógica, especialmente a relação
servidor/comunidade devem ser regidas pelas orientações
contidas no Projeto Com_Viver, o qual poderá ser continuamente
aprimorado.
8. DIMENSÃO FINANCEIRA
Desde a implantação do Programa Escola Autônoma
de Gestão Compartilhada, hoje reformulado pela SEDUC como Escola
Comunitária de Gestão Compartilhada, as escolas do Estado
do Tocantins ganharam autonomia para gerir a aplicação
dos recursos financeiros. Os recursos advém de programas e convênios,
tais como: PDDE, PNAE, PEA, GESTÃO COMPARTILHADA, etc. Todas
as decisões quanto à execução financeira
são articuladas e concretizadas coletivamente através
da associação de apoio à escola (integrada por
representantes de pais, professores, servidores remunerados e voluntários,
Entidade Mantenedora e alunos).
Tudo desenvolvido através de pesquisas de preços, buscando
averiguar o melhor custo-benefício, bem como, demonstrando transparência
na prestação de contas para comunidade. Principalmente,
o planejamento financeiro é realizado com foco pedagógico,
ou seja, atrelado aos resultados na aprendizagem.
9. DIMENSÃO JURÍDICA
A Escola espírita André Luiz coletivamente busca construir
e reconstruir sua identidade, que de acordo com as políticas
públicas para a educação, a escola conquistou autonomia
para a elaboração do seu Projeto Político Pedagógico
desde 1988 pela Constituição Federal:
Capítulo III – Da Educação,
da Cultura e do Desporto
Art.205 — A educação, direito
de todos e dever do Estado e da família, será
promovida e incentivada com a colaboração da sociedade,
visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício
da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Art.206 — O ensino será ministrado com
base nos seguintes princípios:
I. igualdade de condições para o acesso e permanência
na escola;
II. liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento,
a arte e o saber;
III. pluralismo de idéias e de concepções
pedagógicas, e coexistência de instituições
públicas e privadas de ensino;
IV. gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
V. valorização dos profissionais do ensino, garantidos,
na forma de lei, planos de carreira para o magistério público,
com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso
público e provas de títulos;
VI. gestão democrática do ensino público,
na forma de lei.
Em 1996 pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB):
Art. 12 — Os estabelecimentos de ensino, respeitadas
as normas comuns e as do seu sistemas de ensino, terão
a incumbência de:
I. elaborar e executar sua proposta pedagógica;
II. administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros;
III. assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidos;
IV. velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente;
V. articular-se com as famílias e a comunidade, criando
processos de integração da sociedade com a escola;
VI. informar os pais e responsáveis sobre a freqüência
e o rendimento dos alunos, bem como sobre a execução
de sua proposta pedagógica.
Art. 13 — Os docentes incumbir-se-ão
de:
I. participar da elaboração da proposta pedagógica
do estabelecimento de ensino;
II. elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica
do estabelecimento de ensino;
III. zelar pela aprendizagem dos alunos;
IV.estabelecer estratégias de recuperação
para os alunos de menor rendimento;
V.ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além
de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento,
à avaliação e ao desenvolvimento profissional;
VI.colaborar com as atividades de articulação da
escola com as famílias e a comunidade.
Art.14 — Os sistemas de ensino definirão
as normas da gestão democrática do ensino público
na educação básica, de acordo com as suas
peculiaridades e conforme os seguintes princípios:
I. participação dos profissionais da educação
na elaboração do projeto pedagógico da escola;
II.participação das comunidades escolar e local
em conselhos escolares ou equivalentes.
Mais uma vez, pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs):
Artigo 3°
I. As escolas deverão estabelecer como norteadores de suas
ações pedagógicas:
a) os Princípios Éticos da Autonomia, da Responsabilidade,
da Solidariedade e do Respeito ao Bem Comum;
b) os Princípios Políticos dos Direitos e Deveres
de Cidadania, do exercício da criticidade e do respeito
à Ordem Democrática;
c) os Princípios Estéticos da Sensibilidade, da
Criatividade, e da diversidade de Manifestações
Artísticas e Culturais;
II. Ao definir suas Propostas Pedagógicas, as escolas deverão
explicitar o reconhecimento da identidade pessoal de alunos, professores
e outros profissionais e a identidade de cada unidade escolar
e de seus respectivos sistemas de ensino;
V. As escolas deverão explicitar, em suas propostas curriculares,
processos de ensino voltados para as relações com
sua comunidade local, regional e planetária, visando à
interação entre a Educação Fundamental
e a Vida Cidadã; os alunos ao aprenderem os conhecimentos
e valores da Base Nacional Comum e, da Parte Diversificada, estarão
também constituindo sua identidade como cidadãos,
capazes de serem protagonistas de ações responsáveis,
solidárias e autônomas em relação a
si próprios, às suas famílias e às
comunidades.
E ainda em 2002, na Lei do Sistema Estadual de Educação
do Tocantins:
Art. 9° - Os ensinos fundamental e médio
devem organizar-se de acordo com as seguintes regras gerais: (...)
IV – a possibilidade de organização de classes
ou turmas com alunos de séries distintas e níveis
equivalentes de adiantamento de matéria para o ensino de
línguas estrangeiras, arte ou outros componentes curriculares:
§ 1° Compreendem-se como efetivo trabalho escolar as
atividades pedagógicas realizadas dentro ou fora da unidade
escolar, com presença de professores, suas respectivas
turmas de alunos e controle de freqüência;
§ 2° As atividades a que se refere o parágrafo
anterior devem estar previstas no projeto político pedagógico
da unidade escolar e nos planos dos professores;
§ 3° As classes ou turmas de que trata o inciso IV deste
artigo podem organizar-se por idade ou outros critérios
definidos pelo projeto político pedagógico da unidade
escolar, de modo a atender as necessidades dos educandos.
Assim podemos legalmente construir nosso Projeto Político
Pedagógico, articulando e buscando sempre a participação
de todos os envolvidos no âmbito escolar.
Destacamos ainda as normas que regulamentam as ações
dentro da escola, tais como: regimento escolar e normas de conduta
para servidores e alunos (atualmente anexado ao regimento escolar).
10. PLANO DE AÇÃO
Conforme estabelecido anteriormente, a montagem do plano de ações
será prioritariamente, em forma de projetos. Para o ano corrente
os principais projetos/ações desenvolvidos serão
os seguintes
Projeto: Avaliação Integral (Líderes: Maurício,
Isaias, Cláudia)
Projeto: Biblioteca Cantinho do Saber (Líderes: Arlinda,
Eva)
Projeto: Brincando e Aprendendo (Líderes: Acacildes,
Elivan, Ellen)
Projeto: Cyber Escola (Líderes: Ana Gloria, Nora, Elismar)
Projeto: Com_Viver (Líderes: Edna, Terezinha)
Projeto: Correio Escolar (Líderes: Nora, Ana Glória)
Projeto: Pais e Paz na Escola (Líderes: Arlinda, Maurício,
Edna)
Projeto: Plant_Ação (Líderes: Elivan, Cristiane,
Simone)
Projeto: Rádio Escola (Líderes: Elismar, Nora)
Projeto: Valoriza_Ação (Líderes: Arlinda,
Edna, Claudia)
Ação: Acordo de Convivência Escolar (Líderes:
Maurício, Elismeire, Cláudia)
Ação: Educa & Alimenta (Líderes: Elismeire,
Cláudia, Iraceles)
11. ACOMPANHAMENTO
Chegou-se a esses projetos através de reuniões desenvolvidas
em conjunto com a equipe escolar, representantes de alunos, pais e da
Entidade Mantenedora, quando foram diagnosticadas as dificuldades ou
fraquezas e as conquistas ou forças. A partir daí, buscou-se
identificar as causas dos problemas diagnosticados e, posteriormente,
traçou-se as principais metas ou ações, as quais
foram então organizadas sistematicamente, cada qual, contendo
seus objetivos, ações programadas, cronograma de ações,
forma de avaliação, etc.
Dentre as dificuldades diagnosticadas, através dos questionários,
reuniões, opiniões da comunidade escolar e do próprio
roteiro de auto-avaliação para concorrência ao Prêmio
Gestão Escolar, procuramos selecionar e combater as principais,
que foram:
• Indisciplina ou desmotivação do aluno;
• Integração pais, alunos e escola (família-comunidade/escola);
• Dificuldade de leitura, escrita, interpretação
e operações básicas;
• Disciplinas críticas / recuperação paralela
e avaliação do aluno;
• Dificuldade na formação plena do aluno e sua preparação
para a vida e cidadania;
• Falta de capacitação e/ou condições
para promover a inclusão de alunos com necessidades especiais;
• Dificuldade de reflexão antes da ação (ensinar
a pensar);
• Pouca valorização do profissional escolar e incentivo
ao trabalho.
Estabelecidas as discussões sobre as possíveis ações
que viessem solucionar ou amenizar os problemas encontrados, a equipe
escolar chegou a definição dos projetos a serem desenvolvidos,
onde cada qual aponta para os alvos que são as principais deficiências
encontradas no contexto escolar.
12. IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO
A execução do plano de ações (dos
projetos e ações, planejadas coletivamente com intuito
de suprir algumas dificuldades diagnosticadas pela equipe escolar)
como proposto anteriormente é necessário para satisfazer
as necessidades e dificuldades da escola, e será desenvolvido
durante todo o ano letivo.
A implementação que nos propomos realizar almejando
um trabalho de qualidade baseia-se em:
• Verificar eficazmente os resultados alcançados;
• Redefinir ações sempre que necessário;
• Analisar o caminho que devemos percorrer para alcançar
a escola desejada (do real para o ideal) agindo conforme a práxis,
ou seja, reflexão – ação – reflexão.
13. AVALIAÇÃO DO PROJETO
Primeiramente para avaliarmos um projeto de grandes dimensões
como este, é necessário compreendermos que se tratará
um processo ininterrupto, que estará sempre em construção
e reconstrução.
Assim sendo, adotar uma sistemática de avaliação
contínua é fundamental, monitorando todas as fases de
construção e, decorrerá também da avaliação
de cada projeto/ação, verificando se seus respectivos
objetivos foram alcançados. Posteriormente buscaremos replanejar
as atividades escolares conforme a necessidade.
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da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
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à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FRIEDMANN, [et.al]. O direito de brincar. São Paulo: Scritta:
Abrinq, 1992
GANDIN, Danilo; CRUZ, Carlos H. Carlos H. Carrilho. Planejamento na
sala de aula. Porto Alegre: Cortez, 1995, 112 p.
LUIZ, André. Sinal Verde. Uberaba: CEC, 1972.
MELO, Jacob. Reflexões de Moreno
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LOBO, Ney. Espiritismo e Educação. Brasília: Auta
de Souza.
LOBO, Ney. Prática da Escola Espírita (A Escola que Educa).
Brasília: Auta de Souza, 2003.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação
do futuro. 2 ed. São Paulo: Cortez; Brasília DF: UNESCO,
2000.
PARO, Victor Henrique. Gestão Democrática da escola pública.
2 ed. São Paulo: Ática, 1998.
PIRES, J. Herculano. Pedagogia Espírita. 1 ed. Juiz de Fora:
Editora J. Herculano Pires, 1990.
PROGESTÃO – Programa de Capacitação a Distância
para Gestores Escolares. Brasília: CONSED – Conselho Nacional
de Secretarias de Educação, 2001.
SHINYASHIKI, Roberto. O Sucesso é Ser Feliz, 91ª ed. São
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TIBA, Içami. Quem ama, educa. São Paulo: Gente, 2002.
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XAVIER, Francisco Cândido (EMMANUEL). Pequeno Estatuto do Servidor
da Beneficência.
www.educacional.com.br
www.novaescolaonline.com.br
15. ANEXOS
Projeto: Avaliação Integral (Líderes: Maurício,
Isaias, Cláudia)
Projeto: Biblioteca Cantinho do Saber (Líderes: Arlinda,
Eva)
Projeto: Brincando e Aprendendo (Líderes: Acacildes, Elivan,
Ellen)
Projeto: Cyber Escola (Líderes: Ana Glória, Nora,
Elismar)
Projeto: Com_Viver (Líderes: Edna, Terezinha)
Projeto: Correio Escolar (Líderes: Nora, Ana Glória)
Projeto: Pais e Paz na Escola (Líderes: Arlinda, Maurício,
Edna)
Projeto: Plant_Ação (Líderes: Elivan, Cristiane,
Simone)
Projeto: Rádio Escola (Líderes: Elismar, Nora)
Projeto: Valoriza_Ação (Líderes: Arlinda,
Edna, Cláudia)
Ação: Acordo de Convivência Escolar (Líderes:
Maurício, Elismeire, Cláudia)
Ação: Educa & Alimenta (Líderes: Elismeire,
Cláudia, Iraceles)
SÍNTESE
Conforme explicitado no Projeto Político Pedagógico,
a montagem do plano de ações foi realizada em forma de
projetos e para, o ano corrente os principais projetos/ações
a serem desenvolvidos são:
• Projeto: Avaliação Integral (Líderes:
Maurício, Isaias, Cláudia) – Objetivo: Verificar
os progressos graduais, identificando as urgências a serem trabalhadas;
oferecer subsídio a tomadas de decisões; demonstrar a
primazia da formação sobre a informação
e da educação sobre a instrução, desenvolvendo
ensino-aprendizagem dos conteúdos conceituais, mas também
estimulando à transformação moral, através
do auto-conhecimento, da “reforma íntima” e da formação
para a cidadania;
• Projeto: Biblioteca Cantinho do Saber (Líderes:
Arlinda, Eva) – Objetivo: Desenvolver ações dinamizadas
que viabilizem a aquisição, pelo aluno e equipe escolar,
do hábito pela leitura, promovendo o enriquecimento dos seus
conhecimentos através da pesquisa, formando assim bons leitores
e escritores;
• Projeto: Brincando e Aprendendo (Líderes:
Acacildes, Elivan, Ellen) – Objetivo: Oferecer um espaço
direcionado para a exploração do lúdico na infância
através do brincar, jogar, ouvir/contar e recontar histórias,
interagir com diferentes materiais e recursos de ensino, proporcionando
momentos significativos de aprendizagem e convivência
prazerosa e a exploração de diversos materiais
de sucata de forma individualizada e coletiva aos alunos;
• Projeto: Cyber Escola (Líderes: Ana
Glória, Nora Ney, Elismar) – Objetivo: Implementar ações
dinâmicas e criativas no laboratório de informática
que viabilizem uma aprendizagem mais significativa das diversas áreas
do conhecimento; estimular o uso do laboratório de informática
como ferramenta de aprendizagem; organizar a metodologia e horários
de funcionamento; dinamizar o processo ensino-aprendizagem com o uso
da tecnologia; possibilitar aos educandos uma aprendizagem mais significativa
e dinâmica; despertar-lhes o interesse pelo uso das tecnologias
em função da sua aprendizagem; possibilitar o acesso dos
educandos e da equipe escolar ao laboratório de informática;
• Projeto: Com_Viver (Líderes: Edna, Terezinha)
– Objetivo: Diagnosticar e sanar as deficiências de aprendizagem
que apresentam como causa, as dificuldades de convivência social,
as relações interpessoais, enfocando prioritariamente
os pilares APRENDER A SER e APRENDER A VIVER
JUNTOS, bem como, o desenvolvimento dos conteúdos procedimentais
e atitudinais; propor, através da constante reflexão sobre
as idéias difundidas pela escola, harmonizar as relações
interpessoais, construir no coletivo escolar o ideal consciente e persistente
no bem comum e na fraternidade;
• Projeto: Correio Escolar (Líderes: Nora,
Ana Glória) – Objetivo: Desenvolver e utilizar a linguagem
escrita e verbal como meio para produzir, expressar e comunicar suas
idéias, atendendo as diferentes intenções e situações
de comunicação; incentivar nos educandos o gosto pela
escrita e leitura; despertar-lhes o interesse por este tipo de escrita,
aprendendo a respeitar as mensagens e as normas dos gêneros textuais
empregados; redigir textos organizando as idéias, observando
coesão e coerência; melhorar a integração
e a convivência na comunidade escolar;
• Projeto: Pais e Paz na Escola (Líderes: Arlinda,
Maurício, Edna) – Objetivo: Transformar as reuniòes
de pais em algo mais prazeroso e, ao mesmo tempo, produtivo, eliminando
a idéia de que, reunião de pais é somente um momento
para relatar mal desempenho ou dificuldades dos alunos; contar com mais
apoio dos pais na correção de comportamentos agressivos,
hiper-ativos, deficiências de atenção, desmotivação,
etc. levando-os inclusive, a buscar ajuda médica ou outros tratamentos/terapias
que se fizerem necessárias, com mais intensidade e persistência;
capacitar a família, procurando formas de torná-la grande
aliada; levar os pais e a comunidade escolar a tomarem conhecimento
mais preciso das reais necessidades educativas do aluno e da importância
da relação família-escola; desenvolver na comunidade
escolar a cultura da ação-reflexão-ação;
cultivar a autodisciplina – organização –
preservar o meio-ambiente relacional ou as relações interpessoais;
educar, direcionando esforços para uma nova visão, auxiliando
para modificações de comportamentos dogmáticos
e viciados; combater a “embriagues relacional”, comum nos
agrupamentos humanos, primando pela conscientização crítico-reflexiva;
buscar a reparação ou prevenção das faltas
e erros através do diálogo e da negociação,
mais do que pela repressão/punição; aprender/ensinar
a pensar;
• Projeto: Plant_Ação (Líderes:
Elivan, Cristiane, Simone) – Objetivo: Desenvolver atividades
práticas na horta escolar para subsidiar o desenvolvimento dos
conteúdos a serem aprendidos, ou seja construir conhecimentos
a partir do contato com o concreto; criar, na escola; oportunizar aos
educandos, aprendizagens diversas sobre o cultivo de plantas utilizadas
como alimentos; estimular a construção do próprio
conhecimento no contexto interdisciplinar; contextualizar os conteúdos
aos problemas do meio ambiente; construir a noção de que
o equilíbrio do ambiente é fundamental para a sustentação
da vida no planeta; estimular e capacitar o exercício do trabalho
comunitário auto-sustentável, propondo fontes alternativas
de geração de renda; co-responsabilizar todos pela construção
e manutenção do meio ambiente;
• Projeto: Rádio Escola (Líderes: Elismar,
Nora Ney) – Objetivo: Desenvolver um programa de atividades na
Rádio Escola visando a elevação da aprendizagem
dos educandos, através da melhoria da oralidade, do estímulo
à criatividade e, conseqüentemente, da motivação
para o ato de ler, interpretar e desenvolver a espiritualidade/religiosidade;
melhorar a auto-estima dos educandos; divulgar as notícias e
ações de sucesso da escola; promover momentos de oração
e reflexão com a leitura de textos envolvendo colegas, pais e
comunidade; estimular a criatividade; tornar o ambiente escolar mais
agradável; disponibilizar atividades dinâmica e diferenciada
de aprendizagem; criar momentos de descontração para a
comunidade escolar nos inícios e intervalos de atividades; desenvolver
a espiritualidade através da prece feita espontaneamente, através
do sistema de som (Rádio Escola);
• Projeto: Valoriza_Ação (Líderes:
Arlinda, Edna, Cláudia) – Objetivo: Desenvolver estratégias
de valorização do trabalho desenvolvido pela equipe escolar
como um todo;
• Ação: Acordo de Convivência Escolar
(Líderes: Maurício, Elismeire, Cláudia) –
Objetivo: Orientar alguns procedimentos que podem ser adotados pela
comunidade escolar em situações diversas, pois se houver
unidade de ação entre os servidores, o resultado junto
aos educandos será mais eficaz;
• Ação: Educa & Alimenta (Líderes:
Elismeire, Cláudia, Iraceles) – Objetivo: Educar para uma
alimentação mais saudável, minimizar os desperdícios
de alimentos; incentivar a aquisição de novos hábitos
alimentares; estimular o desenvolvimento das potencialidades intelectivas,
a formação de indivíduos mais reflexivos e atuantes
no meio social; combater a anemia e as doenças endêmicas
da comunidade escolar; estimular a ingestão de alimentos saudáveis;
aprender a obter melhor aproveitamento dos alimentos para manutenção
da saúde e desenvolvimento do indivíduo na fase de crescimento;
aprender a elaborar e preparar receitas nutritivas e de baixo custo
para ser feita em casa, junto aos pais. |
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